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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Partido Pirata do Brasil luta para sair da virtualidade e praticar política no mundo real

O Partido Pirata do Brasil é tema de ótima matéria de Renan Dissenha Fagundes, na revista Época de 09/08/09.

A matéria aborda as discussões e esforços do Partido Pirata do Brasil, até agora, virtual, para exercer política no mundo concreto.

Para transformar o Partido Pirata do Brasil em partido político na realidade, os seus organizadores terão que “reunir 500 mil assinaturas, escritas à caneta em folhas de papel, de pessoas de todo o Brasil, e cada Estado tem um mínimo necessário de assinaturas....”

Porém, a ventania pode amainar um pouco. Jorge Machado, professor da USP e participantes do partido em São Paulo, acredita que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aceitará que a lista de apoiadores da nova organização política seja feita através de assinaturas digitais.

Isso facilitaria MUITO a oficialização do partido e se aconterem antes de setembro a coleta das tais 500 mil assinaturas, o Partido Pirata do Brasil poderá concorrer às eleições de 2010.

Então, preparem-se para – mais cedo ou mais tarde – verem em ação uma hoste pirata com facas nos dentes e disposta a enfrentar, em várias abordagens, esse bando de gente que navega pelas águas da política brasileira sem respeito algum à ética, aos adversários – que merecem respeito – aliados e principalmente, aos cidadãos.

Por mim, à exceção duns três ou quatro, colocaria AGORA pra caminhar na prancha uma porrada de chiques velhacos parlamentares das variadas cortes brasileiras.

Mais uma garrafa de rum, rápido, e não brinquem com meu papagaio!
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Acesse aqui o Partido Pirata do Brasil
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Sobre o Partido Pirata do Brasil, matéria integral de Renan Dissenha Fagundes, na revista Época - 09/08/09

domingo, 26 de julho de 2009

Recesso de políticos faz lembrar Eça de Queiroz

Recessados estão políticos nas Assembléias e Câmaras Estaduais, Municipais, Federal e Senado.

No Brasil, com papel institucional dignificado por pouquísimos nomes, repousam os eleitos (por nós, lembre disso) da dura tarefa de enxovalhar a ética, desrespeitar a tudo e a todos, transformar a ciência e o exercíco da política numa fedentina sem limites.

Aproveitando o ensejo recessal, futuquei na web, só um pouquinho, sobre políticos e encontrei sobre essa raça uma citação.

Citação, aliás, nada romântica, apesar da lavra (!) de Eça de Queiroz.

Talvez você já conheça a frase. Lamento, outros, não, então, vale a transcrição.

“Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão.”

Eça é demais.

Desculpem :>)

sábado, 20 de junho de 2009

Magno Malta, o probo, nomeou assessor secreto, espionou e segurou mandato

O probo senador Magno Malta (PR-ES), campeão de combate a crimes na internet e de pedofilia, incansável batalhador pela ética, moral e bons costumes, veja só:

Nomeou, num “boletim sigiloso”, um assessor secreto que funcionou como seu espião – ou olheiro avançado - quando o Conselho de Ética do Senado analisou processo de cassação de seu mandato.
Isso, devido a suposto envolvimento do probo Malta na Máfia dos Sanguessugas, um esquema de venda de ambulâncias superfaturadas a prefeituras.

Em 28 de novembro de 2006 o probo Malta foi absolvido pelo Conselho e assegurou a continuidade do seu probo mandato.

O assessor secreto do probo Malta, o pio pastor evangélico Nilis Castberg foi nomeado em ato secreto, ficou claro agora, em 23 de novembro de 2005. O que só foi tornado público em 14 de maio passado - três anos e meio depois - num documento com a data verdadeira, 2005, da nomeação.

Coisas da ética, moral e bons costumes do probo Malta.
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Com informações de Paraná online (28/11/2006) e O Estadão online (20/06/2009)

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Ética e qualidade não exigem diplomação

Recebi em mensagem do Sindijornalistas/ES reprodução do Boletim da Fenaj (EXTRA Número 10 - 25 de Julho de 2008) com veementes argumentos e candentes depoimentos a favor da exigência de diploma para o exercício de jornalismo.

Li tudo direitinho e respondi a mensagem com o texto que segue, aqui, com um "a trabalhar" a menos.
Aos costumes:
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"O inventor do alfabeto era analfabeto"
Millôr Fernandes, humorista, jornalista sem diploma.
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Fenaj, olha aí:
Mais respeito com quem É jornalista desde quando trabalhar em veiculos de comunicação era coisa pra maluco, poeta, ou que não conseguia "outra coisa" pra ganhar o pão.

Em defesa do diploma, vocês NÃO PODEM, em respeito a profissionais como os que cito acima, continuarem a bater na tecla "... movimento pelo exercício do jornalismo com ética e qualidade no país" como se esses dois predicados só pudessem ser obtidos e exercidos em consequência de uma diplomação.

Ao fazerem afirmações assim, faltam, logo, com a ética, no mínimo, com a elegância, e produzem um manifesto de qualidade discutível.

Então, diploma para quem quiser e puder.
Jornalismo para quem isso bem fizer.
Com ou sem diploma.

Saudações do jornalista (há 38 anos) sem diploma

Dino Gracio

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Meu chefe, meu tesouro

Pois é, brasileiros e brasileiras só ficam atrás apenas dos Estados Unidos e da Índia.
Calma, populacho, isso, na questão “eu gosto do meu chefe”.
Uma pesquisa do norte-americano Kenexa Research Institute procurou avaliar a opinião dos empregados sobre seus gerentes e os chefes brasileiro ficaram bem na questão.

O noticiário sobre o assunto destaca que os britânicos são os mais p da vida com seus chefes enquanto os indianos, tudo gente de paz, apesar dos encantadores de serpentes, são os mais satisfeitos com suas chefias.

A Kenexa – isso lá e nome! – apontou que 80% dos pesquisados verdes, amarelos, azuis e brancos disseram que são tratados com respeito pelos chefes. E 68% declararam que os seus chefes têm boa conduta ética no ambiente de trabalho. Você acredita na Kenexa? Tá bem.

Bom avisar ao distinto público que o Kenexa Research Institute NÃO pesquisou NINGUÉM deste Blogracio a respeito do chefe dessa joça de blog.
Alias, é mesmo impossível confiar ou gostar de um chefe que volta e meia é visto a vagar pelas ruas de Vitória a balbuciar coisas delirantes como “eu tomo leite em caixinha” ou “eu acredito que moqueca é capixaba, o resto é peixada.”
Aliás, há até quem garanta que o chefe do Blogracio não é mais que um índio tipo simples.

E aqui no Blogracio, na verdade, não é preciso chefe. Neste pedaço, como sempre repete o encanecido sábio Ademir, é “ema, ema, ema, cada um com seu probrema”.

quarta-feira, 28 de março de 2007

Ahhh. ahhdvogados

Tenho algumas ótimas amizades com advogados, excelentes e corretos profissionais, mesmo.
Vários deles gostam muito de descobrir ou inventar definições "engraçadas" sobre jornalistas.

Quando lançam na minha cabeça algo como "opinião do jornalista é a do dono do jornal", gentilmente rebato com a maravilhosa definição do Millôr Fernandes para advocacia:
- Advocacia é a maneira legal de burlar a lei.
O amigo, então, aquieta.

Bem. Segue artigo que encontrei num site jurídico, o Consultor Jurídico.

Poderá, quem sabe, ajudar alguém numa contenda contra SEU advogado :>)
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"À própria sorte
Advogado que abandona cliente não recebe honorário

O aposentado Alcides Mendes da Silva contratou o advogado Rodrigo Otávio Costa para ingressar com uma ação ordinária contra a Caixa Econômica Federal cobrando diferenças no FGTS. Durante o processo, o advogado se mudou de Tubarão para Joinville (SC). Segundo o aposentado, ele não foi avisado sobre mudança.

Durante o abandono, Silva aceitou acordo coletivo da Caixa no valor R$ 4.870, equivalente a 60% do pretendido. O advogado ficou sabendo do acordo e entrou em contato com o aposentado pedindo 20% pelos honorários. Como Silva não aceitou pagar, ele entrou na Justiça. Na terça-feira (20/3), o Luiz Fernando Boller, do Juizado Especial Cível de Tubarão (SC), julgou improcedente a ação de cobrança.

Cabe recurso.

Silva reconheceu a contratação dos serviços. No entanto, após não encontrar o advogado por quatro anos, concluiu ter sido abandonado à própria sorte. O aposentado afirma que ao mudar de endereço a única providência adotada pelo advogado foi afixar um aviso na porta de seu escritório dizendo "que estava mudando para Joinville-SC", sem especificar telefone ou endereço.

Para o juiz Boller, “não se revela adequado pôr a termo atividade profissional numa comarca, sem que os mandantes sejam adequadamente cientificados, e, assim, possam optar pela continuação ou revogação do mandato”. Ele destacou que “a desorganização e negligência do causídico R.O.C. resultou em prejuízo para o réu, visto que, houvesse lhe sido garantida a possibilidade de contato com seu mandatário, poderia não ter aderido à proposta formalizada pela CEF que condicionava o recebimento do valor relativo à correção do saldo do FGTS a um deságio variante entre 8% e 15%, apenas executando a sentença prolatada em seu benefício”.

Sobressaindo a exceptio non rite adimpleti contractus (exceção de contrato mal cumprido), Boller julgou pela não existência de qualquer contrato de honorários, porque o advogado não provou seu direito. O juiz ainda encaminhou cópia do processo para Conselho Estadual da OAB para apuração de possível afronta ao disposto no Código de Ética e Disciplina e no Estatuto da Advocacia."
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Encontrei este artigo no Consultor Jurídico
Lá está, também, a integra da decisão judicial sobre o assunto.
 
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