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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

COMO prefiro meu panda

Chris Packham, britânico que apresenta um programa televisivo sobre vida selvagem, causou o maior rebuceteio ambiental e emocional ao opinar, semana passada, que a enorme grana dispendida para “salvar os pandas” deveria ser usada em causas “mais importantes” para o meio ambiente.

O WWF - World Wildlife Fund, por exemplo, ficou naturalmente verde da vida com o Chris, para quem os pandas não são “uma espécie forte” e “a natureza deveria seguir seu curso natural”, com a extinção dos mimosos ursitos dentro de “um certo grau de dignidade”.

O pessoal do WWF diz que se os ursos pandas fossem deixados “sozinhos”, sobreviveriam sem problemas.

Com todo respeito ambiental, duvi-dê-ó-dó.
Já saboreei ensopado de gato nas oficinas do extinto jornal O Diário da Rua Sete.

Pro-va-vel-men-te, se deixarem um panda sozinho comigo, pedirei ao humilde, habilidoso gráfico e cozinheiro Dequinha (se tiver sobrevivido) ou a alguém com os talentos culinários dele, que prepare panda ao molho pardo, uma iguaria rara.

Como já dizia o também extinto O Pasquim “tenho que sobreviver, entende?”
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Com informações do BBC Brasil mais outras espécies de sites

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Anta de Tênis evita pânico e nasce em 3D

Apesar dos elevados investimentos no sistema de saúde pública capixaba, a Anta de Tênis 3D passou por maus momentos durante seu parto.

Porém, domingo, 19 de julho de 2009, em Vitória, ES, a Anta de Tênis 3D botou a cara e o corpaço pro mundo. O parto da coisa durou quase uma semana em pequeno ambiente úmido, sujo ATÉ de argila e com uso de instrumentos cirúrgicos inadequados.

Muitíssimo parecida com desenhos do Jaguar publicados no antigo O Pasquim, a Anta de Tenis 3D declarou, logo nos seus primeiros minutos de vida:

“Eu sou uma anta.Tenho dois pares de tênis.”

Essa frase foi ensinada à Anta por Ivan Lessa, hoje, veja só, colunista da BBC Brasil.
A expressão seria, dizem estudiosos, alusão a babacas arrogantes quando, no tempo em que possuir UM tênis era coisa pra rico, estufavam o peito e antavam:

- EU tenho DOIS pares de tênis!

Ou seja, ser Anta de Tênis é ser bundalhão, babaca, arrogante e pobre de argumentos.
A Anta de Tênis não dialoga, apenas monologa com uso de poucas expressões como: “Óinc!”, “Óinc, eu sou uma anta” e “Eu sou uma anta, óinc!”.

Há muitas pessoas parecidas com a Anta de Tênis (desenhada ou em 3D).
Pessoas que podem ser encontradas desde nos mais humildes rincões (!) até em finos ambientes dos governos estadual, federal e municipais, em empresas públicas e privadas.

Seja sincero,essa figura que trabalha com você não é mesmo uma ANTA?
Seu chefe, é uma ANTA ou não é?
Prestenção...

Apesar de tudo que ocorreu no parto da Anta de Tênis 3D – até suspensa por fita adesiva a coitada foi! - e nascida algo, digamos, desalinhada, lembre SEMPRE do que afirmam as autoridades, “estamos fazendo enormes investimentos na sáude pública.”

Portanto, não há razão para pânico.
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Post dedicado a Jaguar, Ivan Lessa e a todos que fizeram, leram, aprenderam com O Pasquim e escaparam de ser ANTAS.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Um velho e bom crime inglês

Na sua airosa coluna no saite da BBC, Ivan Lessa, volta e meia, dá dicas imperdíveis.

Hoje, como diria ele mesmo, o velho e bom Lessa inicia seu texto com uma afirmação lapidar:
- Todos nós somos mórbidos, todos nós não valemos nada.

Depois, o genial parceiro de Jaguar (isso foi há séculos, crianças, em O Pasquim) indica um saite.

É o espaço virtual dum antigo tribunal criminal da Inglaterra, o Old Bailey.
Lá estão digitalizados e à disposição do distinto público os autos de cerca de 200 mil casos, mas, apenas, os de 1674 a 1913. Para aplacar algo da sua morbidez no saite, é preciso perpetrar algum inglês, of course.

Nesse tempo de espetacularização de crimes que envolvem principamente as classes médias e altas, o saite do Old Bailey pode ser uma alternativa ao Jornal Malcional ou ao Ana Maria Praga.

Logo no alto da página do Old Bailey está:
- A fully searchable edition of the largest body of texts detailing the lives of non-elite people ever published, containing 197,745 criminal trials held at London's central criminal court.

Tradução graças a inglês que cursei, em períodos noturnos, no Scandinávia Bar:
- Uma edição plenamente acessível de textos [judiciais] jamais publicados e que detalham as vidas de pessoas da não-elite, com 197.745 julgamentos de crimes pela corte criminal central de Londres.

Acessei há pouco o saite do velho e bom Old Bailey e encontrei uma chamadinha tipo “Aconteceu nesse dia.”

- On this day in....1746
Two men assaulted Edmund Knapp, replacing his hat with an old one.”

Vamos lá:
- Nesse dia em...1746
Dois homens assaltaram Edmund Knapp, substituindo seu chapéu [novo?] por um outro usado.

Há um link para todo o texto do julgamento, com o registro que o coitado do Edmund, após sofrer a perda do seu casaco e chapéu, foi jogado ao chão e ameaçado de ter os miolos estourados por um dos assaltantes.
A pena para um dos acusados, John Stephens:

Morte.

Não li se foi revogada ou abrandada a sentença.

Bem, chega de crimes.

Antes que me acusem de esquecimento, o link do Old Bailey.

Viva o Old Bailey, abaixo o Jornal Malcional :>)
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Post publicado também em tanoblog.com
 
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