Foda-se e outras expressões redentoras são descritas e defendidas num, óbvio, primoroso texto de Millôr Fernandes.
Pois leio numa newsletter do Comunique-se que o probo presidente do Senado, Garibaldi Alves, exigiu “explicações” do probo diretor de comunicação daquela proba Casa, Helival Rios, para o foda-se com que o jornalista, repórter da TV Senado, João Carlos Fontoura, respondeu a uma pauta do probo assessor da secretaria de Emprego e Relações de Trabalho de São Paulo, Vinícius Prado de Moraes.
A pauta sugeria cobertura da participação do probo secretário Guilherme Afif em uma proba audiência pública.
Entenderam? Bom.
O probo Rios não só pediu explicações como afirma que vai “abrir inquérito” e que João Carlos “será punido”. Então, está claro, Rios, antes mesmo do inquérito, já condenou o Fontoura. Até dispensável pois, o tal “inquérito” que, ao contrário de inúmeros outros, rigorosos, dão em merda nenhuma.
Senador corrupto? CPI e foda-se...Nada acontece.
Desviaram dinheiro público? Inquérito e foda-se. Não acontece porra nenhuma.
João já produziu e remeteu e-mail de retratação ao probo Rios.
Respeito a retratação do Fontoura, mas, diante do inacreditável rebuliço senatorial por causa de um foda-se, um “nem fudendo”, pondero, poderia ser mais adequado.
Pois, como está no Foda-se do Millôr Fernandes, “O direito ao foda-se! deveria estar assegurado na Constituição Federal.”
Pracabar, trecho final do Foda-se de Millôr Fernandes:
Liberdade, igualdade, fraternidade e foda-se!
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Íntegra do Foda-se de Millôr aqui, tanoblog
Matéria de Sérgio Matsuura, sobre o foda-se de João Carlos Fontoura, no Comunique-se (14-11-08)
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sábado, 15 de novembro de 2008
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